CASULO
Esse foi o meu casulo,
Uma promessa de amor.
Tranquei-me por entre muros,
Numa ilusão de vida feliz.
Foi sempre o que eu quis:
Amar — e ser amado também.
Aí vem você e me diz
Que felizes juntos seremos
Para sempre.
Acreditei… e me tranquei,
Iludido nessa falsa proteção
Que o seu “amor” trazia.
E você, de alma fria, traía.
Me traía, vestia-se de moral,
Um ser perfeito, no social.
Porém, transbordava hipocrisia.
Quando meu castelo ruiu
Sob as estrondosas ofensas
Que o seu amante te dirigia,
Morri muito por dentro
E até hoje não me conformo,
Vivo imerso nessa dor.
“Vadia”, “puta”, “galinha” —
Foram os adjetivos que ele usou
Para descrever a pessoa
Que eu, iludido, chamava de amor.
Nilson Rutizat
Enviado por Nilson Rutizat em 14/05/2025
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