Madrugada
A madruga me acorda, inquieta
A escuridão ainda predomina
Não lá fora, mas na minha alma.
Preciso urgentemente desabafar.
Mas é tão íntimo falar disso tudo
Eu me permiti, eu que escolhi
Me encolhi até caber nesse mundo
Esse mundinho mequetrefe...
Ironicamente chamamos isso de amor
Já nem tenho figuras de linguagem,
São poucas para expressar minha vida
Essa nossa vida de casal... “casal”?
Isso não é relacionamento, é teimosia!
Acordado na madrugada, miro a tela
A luz branca do computador, irrita-me
Da cama, sua voz me chama:
- Vem, amor! Vai dormir, não?
E o ciclo se reinicia.
Nada de bom sai dessa situação,
Nem mesmo essa poesia escrita na madrugada
Nilson Rutizat
Enviado por Nilson Rutizat em 11/07/2026